"O amor, quando se revela, não se sabe revelar. Sabe bem olhar pra ela, mas não lhe sabe falar."
Fernando Pessoa

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sem título

Bom, eu nunca escrevo aqui no blog, mas hoje foi inevitável não escrever. Precisava desabafar,cuspir algumas palavras. Apesar de que isso não vai me fazer sentir feliz, mas tirará um pouco do meu desconforto.
Não sei o porque disso, mas senti q se eu escrevesse iria está dividindo minha frustração.
Sabe quando você realiza o maior sonho da sua vida e quando você ver, você está na sua cama dormindo e percebe que tudo não passava de um mero sonho... Pode parecer muito besta, mas isso me fez acordar meio, hum... "vazia". Talvez pela frutração ou pelo pensamento de que aquilo talvez nunca aconteça.
Logo eu, que sempre ditei e cantei por aí "não pare nunca de sonhar". Acho que estou querendo parar de sonhar...



quinta-feira, 3 de junho de 2010


Demorei pra postar pq fui dar um passeio em Marte por esses dias e só voltei hj hahaahahahaha

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Observação

Perdão, mas esqueci de informar q os ultimos dois textos são do livro 'orgias' de Fernando Veríssimo.

Divirtam-se com moderação =D





REMORSO

Deus criou o mundo em seis dias, descansou no domingo e na segunda se
arrependeu. Desde então, a segunda-feira ficou consagrada como dia internacional do
remorso. Dia de ardência no esôfago e segundos pensamentos. De telefonar para os amigos
e avisar que não nos responsabilizamos por nada dito, feito ou sugerido das seis horas de
sexta-feira à meia-noite de domingo. Nem pelas ofensas nem pelos elogios.
— Alô, Fulano? Desculpe por tudo.
— Desculpe por quê?
— Não sei, mas desculpe. Não me lembro de mais nada depois que saímos do
Butikin.
— Mas nós não estivemos no Butikin.
— Então foi pior do que eu pensava. Escuta, quantos são os mandamentos?
— Da última vez que contaram eram dez.
— Eu só me lembro de ter desejado a tua mulher, deixa ver, levantado falso
testemunho, roubado, desonrado meus antepassados por várias gerações... Até aí são quatro,
só na sexta-feira.
— Mas você me deu uma grande alegria, disse que eu era um cara sensacional e...
— Então são cinco, menti também. Em todo caso, obrigado por me trazer em casa.
— Mas foi você quem nos deixou em casa no seu carro.
— Impossível, eu não tenho carro! Que noite...
A Loteria Esportiva institucionalizou o remorso. Você começa se martirizando por
não ter adivinhado — meu Deus, tava na cara! — que o Palmeiras empatava com o Sergipe
e termina desencavando culpas arqueológicas, dando toda razão aos fados por não
premiarem o seu indigno, ignóbil, pretensioso, ridículo cartão da Loteria. E a Sena, você
tem certeza, só sai para os puros de espírito. Aí você jura que não bebe, não peca e não joga,
nunca mais. Ou pelo menos até a próxima quinta-feira.

Preserveem!!

CRISE


Um dia você estará na praia e fará "Aaaaah...". E pensará: vida boa. Está bem, não
tão boa. Há gente morrendo de fome em várias partes do mundo, inclusive na minha
vizinhança. Gente se matando, Bolsas caindo. A Aids. O governo brasileiro. A falta de
dinheiro. Mas aqui, nesta praia, sob este sol, com este ventinho de primavera correndo vez
que outra pelo corpo, como caldo sendo passado num assado para ele não secar, a vida é
outra coisa. Uma praia tem isto de bom. A gente tira a roupa e, de repente, está em contato
com as coisas básicas da existência. Sente a areia sob os pés nus. Sente o chão do planeta.
Nada entre você e a Terra. Nem asfalto nem sola de sapato. O cheiro do mar. O cheiro
antigo do mar. Quantos cheiros do nosso dia-a-dia são os mesmos cheiros que um homem
primitivo conhecia? Pouquíssimos. Só os cheiros naturais. O mar, o mato, a terra molhada
pela chuva, os cheiros do próprio corpo. Bom, pensará você, eu estou cheirando a loção de
barbear, desodorante e creme bronzeador, coisas que o homem primitivo não usava. Se por
alguma mágica eu fosse transportado neste minuto para a Pré-história, causaria uma
sensação nas cavernas. Por causa do calção e dos óculos escuros, claro, mas principalmente
por causa do cheiro. Os pré-homens me cercariam aspirando forte. Como eu explicaria ter o
cheiro de um campo florido? Mas este cheiro de mar é o mesmo desde o começo do mundo.
Quando tira a roupa na praia, o homem se despe, simbolicamente, das camadas de
civilização que impedem o seu contato direto com a natureza, ah! vida boa. Só não tiro o
calção também porque, afinal, há as famílias. Aqui nada pode me atingir. Estou em casa,
entre os elementos. Sou um molusco no meu habitat. Respiro o bom e farto oxigênio posto
no mundo justamente para o meu sustento. Ninguém me consultou, mas eu não mudaria este
arranjo por nada. Deus, o primeiro autocrata, fez o mundo como bem quis, sem ouvir as
bases, sem plebiscito. O que, pensando bem, foi a nossa sorte, pois, se o Criador tivesse
optado pelo método democrático, o universo não estaria pronto até hoje e estaríamos
perdendo todos os bons seriados na TV. Vivemos no mundo como ele nos foi dado e ainda
não ouvi ninguém chamar o processo de fascismo divino. Eu, pelo menos, não me queixo.
Acho o universo um barato e não faria o mundo diferente, apesar de concordar que certas
coisas — Saturno, por exemplo, e todo o repertório do Júlio Iglesias — são de gosto
duvidoso. Já morango, arco-íris, a estrutura molecular, trigal, mulher, estrela cadente —
olha, Deus: gênio. Estou bem, estou protegido. Aqui, deitado nesta areia cálida, sinto o meu
planeta se mexer com a doce familiaridade de um berço embalado. Somos uma raça antiga,
temos um velho acerto com esta velha bola que gira em torno do velho...
— Você leu sobre a capa de ozônio?
— O quê?
— Desculpe, estava dormindo?
— Não, não. Capa de quê?
— Ozônio.
— Que que tem o ozônio?
— Descobriram que está desaparecendo.
— Como, desaparecendo?!
— Acabando. E a capa de ozônio que filtra os raios solares e impede que eles nos
façam mal. Descobriram que tem um buraco na capa de ozônio e ele está aumentando.
E agora?, pensará você, juntando suas coisas, toalhas, revistas, família, para fugir do
sol. Só faltava esta. A crise chegou à estratosfera. Emigrar para onde?


Vamos cuidar do meio ambiente!

terça-feira, 27 de abril de 2010

E o Cristo???




Uma pitada de humor...

Tava sem tempo de vir postar, aí deixei só essa amostra. Amanhã vou postar várias tirinhas de humor xD

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Nem tudo é fácil

Nem tudo é fácil

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!!